Igreja Presbiteriana de Cidade Ademar

O que é mais importante em nossa família?

“Você não tem que gastar grandes somas de dinheiro para ter uma vida familiar de primeira qualidade.” Esta frase do Dr. James Dobson – um dos mais conhecidos psicólogos e conselheiros familiares cristãos – pode parecer algo muito óbvio para ser dito. Mas, na prática do cotidiano de nossas vidas, os bens materiais e as preocupações com eles acabam ocupando grande parte dela, tomando muito tempo nosso. Para termos uma visão saudável desse assunto, de forma que as coisas realmente de grande valor sejam priorizadas, faz-se necessário ouvirmos algumas instruções divinas. Para muito além de riquezas como dinheiro e outras posses materiais, a família cristã tem bastante importância, que se manifesta numa série de valores.

O valor da convivência – “Não é bom que o homem esteja só…!” (Gênesis 2.18). Há muitos lugares em que nos sentimos bem, sendo bem recebidos. Ainda assim, nenhum deles pode ser comparado ao aconchego de nosso lar, seja simples ou requintado. Deus estabeleceu a família precisamente para suprir a necessidade de companhia e, especialmente, de complemento que o ser humano criado apresentava. Ainda hoje, não é bom estar só, o que faz da convivência uma das formas de realização de nossos potenciais e dos fins de nossa criação por Deus.

O valor daqueles que o Senhor colocou ao nosso lado. “Herança do SENHOR são os filhos e o fruto do ventre é o seu galardão” (Salmo 127.3). Os filhos são uma dádiva muito especial de Deus para nós! Ao mesmo tempo, assim, os pais são os herdeiros do Pai, com a sublime missão de cuidar daqueles que lhes foram confiados. Numa e noutra condição, sentimos as maravilhas da paternidade e da filiação; não nos surpreendamos, pois, ao constatarmos que é este o mesmo formato adotado por nosso Criador e Senhor ao concretizar seus planos em nós: é nosso Pai e somos seus filhos! (João 1.12)

O valor como Agência do Reino (de Deus). Dimensão não muito lembrada, cada lar cristão deve ser um lugar em que os salvos por Cristo estão reunidos pelos vínculos de sangue, mas principalmente de fé. Uma família firme em sua crença e atuante em boas obras, conforme a vontade do Senhor, pode se mostrar uma vívida expressão da obra redentora. Mais que uma “igrejinha”, é uma parte viva e saudável do Corpo glorioso de Cristo. Ao saírem dessa casa, os

seus membros levam consigo a vida abundante recebida de Jesus Cristo. Quem chega a tal casa nela encontra um lugar de vida em comum que tem como base o amor divino, realidade expressa no modo de viver e mostrar a presença de Deus ali.

Por fim, a família tem valor como cumprimento do propósito de Deus para a sociedade e ao mundo. Quando o Senhor chamou Abrão e deu-lhe uma tarefa a cumprir, disse-lhe: “Sê tua uma bênção!” (Gênesis 12.3). Essa ordem era para aquele patriarca, mas também para a sua família imediata, o que se materializou nos tempos adiante. Quando hoje nos referimos ao Senhor Eterno, dizemos Deus de Abraão, Isaque e Jacó, como a Palavra nos educa (Êxodo 3.6; Mateus 22.32). Cada família cristã pode se reconhecer como portadora de uma missão a ser realizada na sociedade e no mundo, como sal e luz. Isto responsabiliza cada membro e a família como um grupo.

Que o Senhor abra os nossos olhos e corações para que, como família, os valores que norteiam nossa existência sejam voltados à gloria de Deus!

Rev. Robson do Boa Morte Garcez

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